Consulta de Ostomizados - online


Juntos...será mais fácil.

Ao começar com este espaço pretendo simplesmente, dentro das minhas limitações, AJUDAR as pessoas ostomizadas e seus familiares. Ajudar a informar, esclarecer e ensinar práticas, que o possam ajudar nesta sua realidade enquanto pessoa ostomizado, como familiar de uma pessoa com uma ostomia, ou como profissional, mas também deixar espaço para a publicação de artigos científicos, artigos de opinião, vivências de ostomizados, etc. esperando contribuir deste modo para a divulgação e esclarecimento desta realidade.

Saiba, desde já, que existem espalhadas pelo país diversas equipas de Enfermagem capazes de o auxiliar, mas acima de tudo de o acompanhar nesta nova etapa da sua vida. Deixo aqui um local onde possa esclarecer qualquer dúvida que lhe possa surgir.

Acredita ser possível AJUDAR, quem possa precisar conselhos nesta área, pelo que passará a responder via e-mail a qualquer questão que seja levantada pelos utentes deste espaço, através do correio electrónico cujo endereço é: eduardo.queiros@sapo.pt@sapo.pt
Deixo o contacto de alguns dos Gabinetes de Apoio ao Ostomizado existentes neste momento a funcionar em Portugal. E que acredito puderem ser-lhe úteis.


AVEIRO - Hosp. Distrital de Aveiro - Piso 5-Oncologia das 8 ás 15h - Enfª Graciete Marques
BEJA - Hosp. Distrital de Beja (cons. Externa de Urologia) - Enfª Isabel Gonçalves
BRAGA - Hosp. Distrital de Braga - Enfª Madalena (2ª e 4ª da parte da tarde)
COIMBRA - Centro Regional de Oncologia de Coimbra (IPO)- Enfª Isabel Morais 2ª,3ª e 6ª feira das 8-16h
ÉVORA - Hosp. Distrital de Évora (cons. externas) Enfª Cecília Varandas (5ª feira às 14:30h
FARO - Hosp. Distrital de Faro - Enfª Felicidade Oliveira
GUARDA - Centro de Saúde de Trancoso - Enfº Cristovão Marques
GUIMARÃES - Hosp. da Srª da Oliveira - Enfª Alcina Machado (4ª feira da parte da tarde)
LEIRIA - Centro Hospitalar das Caldas da Rainha - Enfº João Domingos (3ª feira às 14h)
LISBOA - Hosp. de S.José Enfº Esperto e Enfª Estela Serviço de Cirurgia 4)
PORTO - Hosp. de S. João - Cons. Externa -Enfª Maria Castro
SANTARÉM -Hosp. Distrital de Santarém Cons. Externa Enfª Maria Fernandes (todas as manhãs).
SETÚBAL - Hosp. de S. Bernardo (Cirurgia 2) Enfªs Célia, Patrícia e Antónia
VIANA DO CASTELO - Hosp. Distrital de Viana do Castelo (Cirurgia 2) – Enfª Manuela e Enfª Paula - 3ª e 5ª feiras das 9-17h
VISEU - Centro de saúde de Tondela - Enfª Ana Rodrigues (com marcação)

Queria pedir desculpa a todos os colegas que também têm consultas deste género e que por falta de tempo/espaço não pude referir, mas de facto o interesse desta página é antes de mais dar a conhecer pelo menos UM LOCAL relativamente próximo, onde os utentes, ostomizados e/ou familiares, se possam dirigir para verem esclarecidas as suas dúvidas, os seus receios, as suas angústias, para ter conhecimento de novo material existente no mercado, pedir opinião de técnicos especializados...
No topo desta página encontra algumas pastas onde poderá encontrar artigos e links para outras páginas na Internet, sobre enfermagem e mais precisamente sobre ostomias e pessoas ostomizadas. Para aceder basta clicar em cima das palavras referidas
Caso saibam de mais espaços deste e gostassem de os ver aqui, ou se gostaria de publicar um artigo neste espaço, ou partilhar a sua vivência, enquanto ostomizados /familiar de pessoa com ostomia, por favor enviem dados para o e-mail Eduardo.Queiros@sapo.pt@sapo.pt



OSTOMIZADO INTESTINAL
Conselhos de vida diária Coimbra, Junho de 2004
Autores:
Enf. Eduardo Queirós
Enf. Manuel Gaspar
Enf. Mónica Mendes


HIGIENE

• Tomar banho com o seu dispositivo depende de si.
• Deve proteger o filtro com autocolante, evitando que este se molhe e perca a sua função.
• Use água tépida para não lesar o estoma nem destruir o adesivo do dispositivo.
• Não deve dirigir o jacto de água ao estoma para não o ferir.

VESTUÁRIO

• Pode manter o mesmo modelo de roupa que usava antes da intervenção cirúrgica.
• Evitar vestuário que faça pressão directa sobre o estoma como; roupas apertadas, cintos ou elásticos.
 Se for este o seu caso, terá que alterá-lo (subir/descer) ou usar suspensórios.

ALIMENTAÇÃO



• Não é necessário seguir uma dieta rigorosa. Mas deve fazer uma alimentação equilibrada (quantidade/qualidade).
• Prudência em certos alimentos que podem provocar gases, diarreia ou prisão de ventre.
• Ingerir pequenas quantidades de alimentos até ser comprovado o seu efeito.
• Deve mastigar bem e não comer apressadamente.
• Beber bastante água especialmente no Verão e os ileostomizados (cerca de 2 l/dia).
• Evitar um aumento excessivo de peso.


VIDA SOCIAL E FAMILIAR

• O regresso ao trabalho dependerá das condições físicas, do bem-estar individual e não por ser ostomizado.
• Evitar trabalhos que exijam grandes esforços físicos.
• Pode e deve refazer a sua vida social; sair de casa, ir ao cinema/café, divertir-se com os amigos/família.

SEXUALIDADE

• As alterações da sexualidade estão frequentemente associadas a insegurança e ansiedade, por isso deve:
 Comunicar com o seu parceiro,
 Em caso de dúvidas, contacte o seu enfermeiro estomaterapeuta ou o médico (cirurgião).

DESPORTOS E TEMPOS LIVRES


• Pode e deve retomar as suas actividades de lazer logo que esteja restabelecida a sua condição física.
• É recomendável; correr, andar de bicicleta, nadar, dançar, jardinagem…
• Evitar desportos de contacto físico violento como; judo, karaté, boxe, râguebi…

VIAGENS



• Nas viagens leve sempre consigo material (bagagem de mão) para cuidar do seu estoma.
• Aconselha-se a levar material em número superior ao que gastaria em casa, porque podem surgir imprevistos.
• Na deslocação de automóvel deve usar sempre cinto de segurança, ajustando-o caso comprima o estoma.






S.N.S. A.D.S.E.
Sacos e placas 90%
até 2€ 100%
Acessórios (cintos, kits de irrigação, etc.) 90%
até 2,5€ 100%
Nota: para ser reembolsado é necessário; receita médica e recibo. Na compra de acessórios a receita deve referir: “Acessórios para ostomia.”

RECOMENDAÇÕES

• Os cuidados ao estoma e pele circundante devem ser feitos só com água morna e sabão neutro.
• Para obter uma boa aderência do dispositivo é importante secar bem a pele.
• Guarde o material em lugar seco.
• É importante recortar o dispositivo à medida do seu estoma para evitar irritações por contacto com as fezes.



CONTACTOS IMPORTANTES

• ASSOCIAÇÂO PORTUGUESA DE OSTOMIZADOS (A.P.O.)
Av. João Paulo II Zona J – Chelas Lote 552 2º B
1900 – 722 Lisboa
Telef. 218 596 054

• LIGA DOS OSTOMIZADOS DE PORTUGAL (L.O.P.)
Estrada da Circunvalação 8881
4202 – 301 Porto
Telef. 228 300 525

• LINHAS VERDES
B I BRAUN – 800 200 337 COLOPLAST – 800 203 826 CONVATEC – 800 201 676 HOLLISTER – 800 234 105


Através destas linhas poderá ter acesso a alguns esclarecimentos, bem como encomendar material para sua utilização com entrega no domicílio.

Os Enfermeiros têm por missão, criar as condições essenciais para o bem-estar do utente/família/pessoa de referência. Nesta medida, pretende este folheto contribuir com uma mais valia no esclarecimento de dúvidas à pessoa com ostomia intestinal, através do Serviço de Cirurgia lll.

Digno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro passo, levanta-se e segue em frente.
Carlos Fox




OSTOMIZADO INTESTINAL
O AUTO-CUIDADO COMO FACTOR DE REINTEGRAÇÃO SOCIAL. (2/6/2004)

AUTOR: Enf. Eduardo Queirós (e-mail: Eduardo.queiros@sapo.pt)

Depois de se ter assistido no último século a um desenvolvimento científico e tecnológico extraordinário, a qualidade da sobrevivência dos doentes é, actualmente, um aspecto que requer níveis crescentes de atenção. Por outro lado, a crescente preocupação quanto aos aspectos psicológicos e sociais tem catalisado uma mudança progressiva da ênfase colocado ao nível do tratamento da doença para os cuidados com a pessoa doente e sua qualidade vida.
Creio que uma das formas de fazer face a esta realidade está no atendimento das necessidades de educação para a saúde da população, relativamente às quais, felizmente os enfermeiros têm estado a tornar-se mais conscienciosos do seu papel de educadores de saúde. Papel esse de primordial importância no contexto actual de saúde e da sua exclusiva responsabilidade.

A interacção com clientes ostomizados é sempre difícil. A criação de uma ostomia implica a realização de uma intervenção cirúrgica mutilante, que irá ameaçar a sua vida, ou pelo menos colocar em risco a qualidade desta e cuja decisão por vezes tem de ser quase imediata, após a confirmação do diagnóstico. REIS MARQUES et al (1991:77) referem que, “muitas vezes exige-se ao doente e família, decisões rápidas e importantes em termos de orientação terapêutica, que exigem um reajustamento constante”.
A intervenção cirúrgica a efectuar para a realização de uma ostomia, consiste numa técnica cirúrgica cujo objectivo é criar uma abertura ou passagem artificial através da parede abdominal, no caso de ostomias intestinais com o objectivo de libertar para o exterior excreções humanas. Recebendo essa nova abertura a designação de estoma (palavra derivada do grego e que significa boca).
As causas para a realização de uma ostomia são diversas e podem consistir em doenças inflamatórias (doença de Crohn, colite ulcerosa), remoção tumor (cólon, recto), traumatismo, deficiência congénita ou fistular.
Apesar de poderem ser feitas ostomias com carácter definitivo ou temporário, ambas requererem acompanhamento pós-operatório especializado. GAMELLI e ZAGO (2002) destacam o facto de nos ostomizados permanentes os problemas serem duradouros e cíclicos, psicológicos, físicos, e/ou sócio-familiares.

Certamente que as alterações na imagem corporal, alterações no seu modo de vida darão origem a alterações no seu relacionamento com os outros. As crenças e valores de Enfermeiros e clientes associadas ao controle esfíncteriano e à imagem corporal são, por si só, um entrave ao estabelecimento de uma relação de ajuda capaz de auxiliar o cliente/família a superar essa adversidade.
Segundo MANTOVANI et al (2001:2), “a mudança do trânsito intestinal, por meio de um estoma exteriorizado no abdómen, substituindo o esfíncter anal, pressupõe alterações drásticas na representação do corpo, em suas práticas, suas experiências, nas relações sociais que sobre ele incidem em circunstâncias distintas: no lazer, no trabalho, no quotidiano familiar, no relacionamento sexual.”
Também a esse respeito REIS MARQUES, et al (1991:76) escreve: “A presença do estoma cria nos doentes sentimentos de vergonha e repugnância, depressão, afastamento social, medo do odor ou ruídos e ressentimentos em relação ao cirurgião”.

O Enfermeiro é o profissional de saúde que mais directamente contacta com o cliente e família, daí a necessidade de estar preparado para os compreender e atendê-los de acordo com uma filosofia holística, pois se alguns problemas físicos são geralmente mais fáceis de detectar, outros de tipo psicológico revelam-se de grande complexidade e de difícil resolução.
Como diz, MAZA et al (2000:92), “as pessoas ostomizadas não necessitam apenas de enfermeiras especializadas em dispositivos”.

A qualidade de vida dos ostomizados intestinais vai depender da correcta localização do estoma; de uma adaptação psicológica adequada à nova mudança; da existência de um acompanhamento profissional especializado durante todas as fases do internamento (disponível para ouvir, ensinar, ajudar); mas também de um apoio especializado no período pós alta hospitalar, onde o ostomizado, e/ou seus familiares possam recorrer sempre que lhe surjam dúvidas ou problemas relacionados com o seu estoma. Esse apoio especializado é oferecido pelo estomaterapeuta.

Actualmente a estomaterapia praticada na maior parte das instituições hospitalares nacionais não é, ainda, feita por profissionais especializados, nem mesmo com o apoio destes. Nos Estados Unidos da América, a formação de técnicos especializados nesta área, surgiu em 1961 na Cleveland Clinic Foundation, onde foi instituído o primeiro curso do mundo, como modo de suprir a lacuna existente no apoio a estes clientes especiais. Até o final da década de 70, a estomaterapia podia ser exercida por outros profissionais da saúde e até por leigos. Mas com a criação do World Council of Enterostomal Therapists (WCET), a partir de 1980, passou a ser uma especialidade exclusivamente da enfermagem.
Em Espanha a criação dessa especialidade surge em 1985 e para Portugal, apesar de já em 1995 o ministério da saúde ter emanado um despacho (de 24/02/1995) em que a estomaterapia surge como uma competência de enfermagem, ainda não se criou essa especialidade, esperemos que a abertura das especialidades de enfermagem traga consigo a abertura de um curso de estomaterapia.
É uma especialidade exclusiva da prática da enfermagem, voltada para o cuidado de pessoas com ostomias, feridas agudas e crónicas, fístulas, drenos, cateteres e incontinências anal e urinária. No entanto é muito mais do que conjunto de conhecimentos técnicos são também princípios de relação de ajuda, que permitem ao ostomizado reencontrar a sua autonomia o mais rapidamente possível, após a cirurgia, para poder retomar a sua vida pessoal, profissional e social.

O estomaterapeuta tem como funções, entre outras:
Garantir o atendimento personalizado dos ostomizados e suas famílias;
Escolher e ajustar os dispositivos de modo individualizado;
Instruir os ostomizados para a correcta utilização do material;
Promover o auto-cuidado;
 Promover a participação da família;
Acompanhar e aconselhar estes clientes desde que é decidido o tratamento, durante o internamento e após a alta hospitalar.
Só desta forma se pode esperar que o ostomizado e o seu núcleo familiar possam reencontrar a autonomia, o equilíbrio psicológico, para que a sua reintegração socio-familiar se processe rápida e eficientemente.

A participação dos familiares nos cuidados é indispensável, sempre e quando o ostomizado o permita. A promoção da reintegração sócio-familiar deve iniciar-se ainda no período pré-operatório, pois permite corrigir conceitos erróneos, afastar medos e dar confiança. Segundo ALARCÃO (1989) quando o doente encara a cirurgia com um senso de esperança e expectativa, pode-se prever excelentes resultados do ponto de vista psicossocial. Pelo contrário, se o doente vê a situação com a convicção de que será dolorosa, desfigurante e mutilante, pode prever-se que apresentará depressão e sensação de fraqueza no período pós-operatório, o que tornará os ensinos para o auto-cuidado quase impossíveis.
É importante que o cliente tenha conhecimento que após a cirurgia será assistido por enfermeiros especialistas, ou pelo menos experientes. Irá receber informações sobre os cuidados com a ostomia, cuidados à pele, conselhos de vida, que lhe possibilitarão ter uma boa qualidade de vida, apesar das transformações de que o seu corpo será alvo.

Verifica-se que as relações enfermeiro/cliente/família, nas unidades de internamento são ainda pouco estruturadas, consistindo essencialmente numa relação informal pois aparece de uma forma não esperada estabelecendo-se a relação consoante a solicitação de ajuda vinda do cliente ou, quando o enfermeiro acha pertinente e de acordo com a avaliação da situação e em que o acompanhamento especializado de enfermagem, no pós-alta capaz de colmatar algumas lacunas, é, muito escasso.
Acredito que alguns dos reinternamentos nas nossas instituições de saúde se devem a esta problemática, que é idêntica à que padece todo o sistema de cuidados de saúde em Portugal, cujo objectivo, principal, ainda não será promover a saúde e prevenir a doença, mas antes resolver os problemas, que entretanto forem surgindo.
Claro que não pretendo aqui atribuir culpas, mas antes despertar consciências. Com as lacunas de estomaterapeutas existente no nosso país impedindo deste modo que se estabeleça uma relação de ajuda formal em que existe uma marcação prévia da entrevista com objectivos pré definidos pelo enfermeiro e utente, pressuponde deste modo uma aliança terapêutica entre os intervenientes, pois só assim, é possível terem um objectivo em comum.
A criação de gabinetes de estomaterapia capaz de realizar o acompanhamento destas pessoas ostomizadas e suas famílias, será a forma correcta para melhorar a sua qualidade de vida. São pois necessários mais e melhores gabinetes de apoio a estes clientes para que possa dar-se uma resposta cabal e de acordo com aquilo que todos os enfermeiros, que cuidam destas pessoas, sonham e que é seu por direito.

Enquanto a abertura destes espaços não é uma realidade cabe aos enfermeiros, que lidam com estes clientes abraçar esta responsabilidade de ajudá-los na prevenção de problemas e na melhoria da sua qualidade de vida. Acredito que apesar da enorme carência de enfermeiros de que padece todo o nosso sistema hospitalar é possível melhorar os cuidados a estas pessoas através de uma organização do processo de ensinos por etapas para uniformizar cuidados, que apesar de personalizados devem ser estruturados. Deste modo acredito ser imprescindível que sejam elaborados protocolos de ensinos com diversas etapas que não devem nunca ser estanques mas sempre de acordo com o nível de aceitação/motivação do ostomizado, isto é, planeadas individualmente, de forma personalizada, com objectivos específicos, mas sempre com um objectivo principal – O auto cuidado e a reintegração sócio-familiar.


CONCLUSÃO

Ao terminar esta reflexão, acredito ser demasiado, pedir a uma pessoa ostomizada e/ou à sua família, recentemente submetido a uma cirurgia agressiva, mutilante e para a qual, a maior parte das vezes não estava suficientemente preparado, que numa fase pós-operatória intra-hospitalar, cuja debilidade física e emocional está presente, sejam capazes de desenvolver capacidades cognitivas, técnicas, relacionais, capazes de fazer face à sua nova realidade. A participação activa da família, sempre que o ostomizado permita, é imprescindível, tanto nos cuidados directos ao estoma, como nas sessões de educação para a saúde. Além de permitir um suporte para o ostomizado, em caso de necessidade, permite uma melhor aceitação de toda a situação.
A criação de consultas especializadas de enfermagem por estomaterapeutas é indispensável, para a promoção da qualidade de vida destes clientes. O acompanhamento destes clientes, por um estomaterapeuta possibilitaria que, através da relação de ajuda formal e de cuidados especializados se melhorasse significativamente a reintegração sócio-familiar e a qualidade de vida, reduzindo de forma significativa o seu reinternamento, com poupanças tanto monetárias, mas principalmente humanas.
Enquanto não são criadas as condições para a existência desses especialistas, com a criação da especialidade em estomaterapia, cabe aos enfermeiros dos internamentos ajudar a desenvolver o auto-cuidado de forma estruturada, permitindo ao ostomizado fazer face às dificuldades que irá encontrar aquando do seu regresso ao lar e da sua reintegração sócio-familiar.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ALARCÃO, Z. – O comportamento psicológico do doente oncológico: a componente ansiedade. Divulgação. Porto.vol.9. (1989), P.15.

ALVES, Luiz Carlos A. - Correlação entre adaptação psicossocial à colostomia permanente e resposta psicológica ao câncer. Online em: , Out.- Dez. 2000. Acedido a 15/01/2004

BRUNER, Lillian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith -Tratado de Enfermagem médico-cirúrgica. 5ªed.Lisboa:Interamericana, 1993. ISBN 85-201-0294-8.

COLLIÈRE, Marie-Françoise. – Promover a Vida. Da prática das mulheres de virtude aos cuidados de enfermagem. Lisboa: SEP, 1989.

GAMELLI, L. M. Goetem e ZAGO, M. M. Fontão – A interpretação do cuidado com o ostomizado na visão do enfermeiro: Um estudo de caso. Rev. Latino-Americana de Enfermagem vol.10, nº1 p 34-40 ISSN 104-1169. Online em: . Acedido em 10/01/2004.

MAZA, Rosa Carabias, et al – Enseñando a cuidar, ed. Hollister, Madrid, 2000

MANTOVANI, Maria de Fátima, Trentin Carla e Turra Karyna – Reflectindo a actuação dos académicos de enfermagem no projecto de extensão junto a associação paranaense dos ostomizados. Online em: s.d. Acedido a 12/01/2004

PHANEUF, Margot - A relação de ajuda: Elemento de competência da enfermeira. Cuidar, 1995, 1ª ed Coimbra.

REIS MARQUES, A., et al: - Reacções emocionais à doença grave: como lidar, Coimbra Ed. Psiquiatria clínica Dezembro 1991, 1ª edição